ícone whatsapp

O VSR está de volta com tudo, e os bebês são os mais atingidos

Boletim epidemiologico 55 casos graves causados por vsr

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um dos principais vírus que causam infecções respiratórias. Ele infecta o nariz, a garganta e os pulmões, sendo a principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês menores de 1 ano. Embora em crianças maiores e adultos saudáveis ele geralmente provoque apenas sintomas semelhantes aos de um resfriado, em bebês muito pequenos a infecção pode evoluir rapidamente para um quadro grave.

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é líder em internações e óbitos entre bebês com menos de 6 meses de idade.

Por que ele é tão perigoso para bebês de até 6 meses?

Os primeiros seis meses de vida representam o período de maior risco por diversos motivos:

  • Vias aéreas muito estreitas: os bronquíolos (pequenos canais dos pulmões) são muito finos. O VSR causa inflamação e produção de muco, o que pode obstruir essas vias e dificultar bastante a respiração.
  • Sistema imunológico ainda imaturo: o organismo do bebê ainda está aprendendo a combater infecções, tornando mais difícil eliminar o vírus.
  • Pouca reserva respiratória: bebês se cansam rapidamente ao respirar com dificuldade, podendo apresentar queda na oxigenação.
  • Dificuldade para mamar: ao respirar mal, muitos bebês não conseguem se alimentar adequadamente, aumentando o risco de desidratação e perda de peso.

Como ocorre a infecção?

O VSR é altamente contagioso e se espalha por:

  • Gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.
  • Contato direto com pessoas infectadas.
  • Objetos e superfícies contaminadas, onde o vírus pode permanecer por várias horas.

Por isso, é comum haver surtos durante o outono e o inverno.

Quais são os sintomas?

Nos primeiros dias, os sintomas costumam parecer um resfriado:

  • Coriza.
  • Nariz entupido.
  • Tosse.
  • Febre baixa (nem sempre presente).
  • Irritabilidade.

Se a infecção atinge os pulmões, podem surgir:

  • Respiração rápida.
  • Chiado no peito.
  • Esforço para respirar (costelas “afundando” a cada respiração).
  • Gemência.
  • Dificuldade para mamar.
  • Sonolência excessiva.
  • Lábios ou pontas dos dedos arroxeados (situação de emergência).

📍 Notou algum sinal? Não espere uma crise piorar. Agende uma avaliação com a equipe Pneumoped.

DicasInformativoPneumologia

Comentários desativados.